Lairto Martins

Djalma afirma que, mesmo com pouco dinheiro, irá formar um time para brigar pelo acesso
O Módulo II do Campeonato Mineiro de 2013 começará no dia 16 de fevereiro. Diferente do ano passado, o único representante do Vale do Aço será o Social Futebol Clube, que já se prepara para a competição. O presidente Djalma Rodrigues deverá definir com os parceiros do clube o quanto deverá ser gasto durante o torneio e começar a preparar o elenco, que já tem alguns atletas ‘apalavrados’. As únicas certezas até agora são duas: a primeira é que o time, em hipótese nenhuma, deixará Fabriciano e se transferirá para Ipatinga. A segunda é que o elenco será formado para lutar pelo sonho de toda torcida socialina: voltar à elite do futebol mineiro.Djalma afirma que, mesmo com pouco dinheiro, irá formar um time para brigar pelo acesso
A expectativa do presidente do clube para 2013 é formar uma boa equipe, para lutar pelo acesso ao Módulo I em 2014, mas sem loucuras financeiras. “Sabemos que temos que formar uma boa equipe. Sabemos do compromisso que temos com a sociedade e com os torcedores, mas sabemos também das dificuldades financeiras. Então, estamos em busca de dinheiro. Não vamos fazer um campeonato devendo, vamos trabalhar de acordo com a verba que tivermos em caixa. Não vamos subir devendo ninguém”, afirmou Djalma.
Receita do clube
O presidente ainda não divulgou qual será a receita do clube para 2013. Uma reunião, ainda nesta semana, junto aos patrocinadores, deve selar o valor e ser o pontapé inicial para a preparação do clube. “Eu gostaria de gastar um milhão, mas não tenho. Muita gente vai gastar dois. A gente queria pelo menos um, mas não tenho. Para subir, o gasto é disso para cima. Nos próximos dias estarei conversando com alguns parceiros, vendo como serão as cotas de patrocínio, e ver quanto teremos de investimento. Repito, gostaria de ter um milhão para gastar, mas não é a realidade do clube. Se as empresas, patrocinadores e o próprio torcedor quiserem ajudar, temos uma conta, da Associação dos Apoiadores do Social Futebol Clube, no banco Sicoob, bem próximo a sede do time. Quem tiver interesse, pode ajudar. Se houver uma mobilização criaremos até um canal direto para facilitar ainda mais as doações. Se torcedores quiserem nos ajudar, podem vir a vontade. Precisamos de pessoas no marketing, no administrativo, e em outras áreas. Estamos dispostos a pegar as boas ideias e transformar em realidade, e queremos fazer tudo para o Social voltar ao seus melhores anos”, afirmou Djalma.
Outro ponto de receita que o clube de Coronel Fabriciano tem são as lojas ao redor do estádio Estádio Louis Ensch. Quando assumiu, Djalma afirmou que não teria como usar a receita das lojas para o clube, porque toda ela estava comprometida para pagamentos de pendências das outras diretorias. Após um ano, mais de 50% da renda das lojas ainda permanece comprometida com dívidas. "As lojas na verdade geram benefício para o clube. Quando a gente assumiu, a renda das lojas estava totalmente comprometida. Ajeitamos a casa, mas tivemos outros contratempos, problemas antigos do clube, e ainda não temos a disponibilidade total da receita das lojas, nem da metade”, explicou o presidente.
Brigar para subir
Djalma assumiu o Social em 2011. Neste ano, o clube conquistou o acesso para o Módulo II. Ano passado, o elenco lutou para não cair de volta para a Terceirona. O presidente afirmou que o time é sempre formado para lutar pelo acesso. “Desde o primeiro campeonato, brigamos pelo acesso. Subimos da Segunda Divisão para o Módulo II. Ano passado encarecemos o time para subir, mas não foi possível. Neste ano o nosso pensamento é o acesso. Todo mundo quer estar na divisão superior, tudo fica mais fácil. Mas temos que manter a cabeça no lugar. O torcedor tem que saber que a gente faz tudo pensando no melhor para o Social. Ano passado montamos o time com essa expectativa. No meio do campeonato estávamos torcendo para não cair. As contratações não deram certo, o time não rendeu”, declarou Djalma.
João Pedro, mais conhecido como Pedrinho, é diretor de futebol do Social, e deu outra explicação para o desempenho da equipe no Módulo II de 2012. “O problema foram as contusões. No futebol, você investe em um jogador, e ele pode dar o retorno esperado, ou não. Não vejo que tivemos problemas com o rendimento dos jogadores, a nossa falta de sorte foi nas contusões. Um time do interior, com receita no limite, com oito titulares no Departamento Médico é complicado. Este ano vamos montar novamente um elenco competitivo, e esperar contar com a sorte também para evitar este problema”, disse o diretor de futebol.
Contratações
Pedrinho declarou também que o time já tem feito contato com alguns jogadores, mas ainda sem fechar valores salariais e outras coisas. Para isso, ele espera a definição de quanto o time poderá gastar. “Temos muitas sondagens, mas não posso revelar nomes ainda. Até porque não entramos no assunto dinheiro. Assim que fecharmos o orçamento do clube para 2013, vamos discutir com os jogadores os contratos. A certeza é que vamos montar um time competitivo, visando conseguir o acesso. Porém, o nosso critério para contratações está mais exigente do que no ano passado”, explicou João Pedro.
Djalma lamenta a montagem tardia do elenco, e informa que nas primeiras semanas de dezembro a equipe deverá estar formada. “Nossa meta é começar em dezembro. As outras empresas e outros clubes já estão montando. Mas nós não podemos fazer ainda. Estamos em contato com nossos patrocinadores, tentando resolver tudo, para que em meados de dezembro tenhamos o time formado”, finalizou o presidente socialino.
Djalma afirma: jogos no Lamegão,
só em caso de necessidade
Nos últimos dias, com a confirmação da saída do Ipatinga Futebol Clube do Vale do Aço, o presidente do Social, Djalma Rodrigues, foi questionado várias vezes por jornalistas e torcedores sobre a possibilidade de mandar jogos em Ipatinga, no Estádio Municipal João Lamego Neto. Por parte da torcida, a ideia não é muito bem aceita, mas o presidente não fecha as portas para a situação. “Social mandar alguns jogos em Ipatinga? É possível. Não descarto a possibilidade. Agora, mudar para Ipatinga e mandar todos os jogos lá, isso não. Temos um bom estádio, mas, se houver um crescimento da torcida, e percebemos que não tem mais condição de mandar os jogos aqui, vamos procurar um lugar maior. A diretoria pensa pela lógica. Se encheu, ficaram quinhentas, mil pessoas do lado de fora, vamos precisar de um local maior. Adequar à necessidade. Enquanto não, é no Luisão mesmo”, explicou o presidente.
Pedrinho, diretor de futebol, relembra que nos anos de 97 e 98 o time fabricianense levou vários jogos para a cidade vizinha. “Jogar no Lamegão não seria uma novidade. Antes da criação do Ipatinga, em 97 e 98, sempre mandávamos jogos lá. Temos até um recorde de público contra o Atlético, onde colocamos mais de 21 mil torcedores no estádio. A questão é a necessidade. Não podemos fechar as portas para um estádio como o Lamegão. Se precisar, faremos o melhor para a torcida, e faremos do estádio um caldeirão”, disse o diretor.

