Lairto Martins

O Social adotou uma solução caseira para o Módulo II, e afirma ter encontrado em Roberto Carlos o nome ideal
O Saci começa a mostrar a sua cara para a disputa do Módulo II do Campeonato Mineiro. A primeira peça apresentada fica no banco de reservas: Roberto Carlos, que era treinador das categorias de base do Social, assume o comando da equipe principal. O novo treinador foi apresentado na manhã deste sábado (22), no estádio Louis Ensch, em uma coletiva para a imprensa, com a presença de alguns funcionários e dos diretores da equipe. É a primeira vez que o ex-jogador assume o clube em um começo de temporada. Em outras ocasiões, como a disputa do Saci no Módulo I de 2009, o treinador, que foi jogador do clube fabricianense entre 1995 e 1997, assumiu o time de forma interina. A apresentação do elenco está marcada para dia 8 de janeiro. O time terá cerca de 40 dias de preparação, já que a estreia está marcada para o dia 18 de fevereiro, em casa, contra o Poços de Caldas.O Social adotou uma solução caseira para o Módulo II, e afirma ter encontrado em Roberto Carlos o nome ideal
Djalma Rodrigues, presidente do Social, e João Pedro da Silveira, diretor de futebol, apostam que, como na música do cantor Roberto Carlos, o treinador Roberto Carlos seja realmente o cara para o momento do Social. A escolha é uma aposta, uma solução caseira, e também um reconhecimento pelo trabalho realizado nesses 17 anos, desde que o novo treinador chegou ao Vale do Aço. “O Roberto Carlos está assumindo porque tem qualidade, e porque a diretoria tem certeza de que ele tem condições de realizar um grande trabalho, sendo o nome certo para este momento. Ele já conhece a nossa filosofia de trabalho, é funcionário do clube há muitos anos e sabe o que é preciso fazer para que possamos conquistar o nosso principal objetivo, que é o acesso”, disse o presidente.
Carreira
Roberto Carlos chegou ao time do Social em 1995, como jogador, ano em que disputou a 2ª Divisão do Mineiro. O Saci foi campeão. No ano seguinte, o time foi novamente campeão, desta vez no Módulo II, e garantiu vaga na elite do futebol do estado. A campanha de 1997 foi excelente, com o time de Fabriciano terminando a competição em 3º lugar, caindo nas semifinais para o Villa Nova, que perdeu a final para o Cruzeiro, campeão do Mineiro neste ano.
Infelizmente, devido a uma lesão nos dois joelhos, Roberto Carlos teve que encerrar a carreira, ainda em 1997. Migrou de jogador para treinador e ingressou nas categorias de base do Saci. O novo treinador também trabalhou como auxiliar técnico de vários treinadores que passaram pelo Social, como Wantuil Rodrigues, Moacir Júnior, José Maria Pena, Preca, Luciano Pascoal, Wagner de Oliveira, entre outros.
Elenco
Roberto Carlos, Djalma e Pedrinho têm trabalhado já há algum tempo, garimpando o mercado para escolher os melhores jogadores, com o intuito de montar uma equipe mais barata do que em 2012 e mais forte também. “O torcedor pode ficar tranquilo, porque estamos formando uma equipe com o compromisso de lutar, de ser competitiva, com jogadores experientes e jovens, marcando forte e jogando para frente. Será um time equilibrado, que vai honrar a camisa do Social. Nossa equipe será forte, e vai lutar para subir”, disse Roberto Carlos.
Adversários
Sobre os adversários do Saci no Módulo II, o treinador prefere não apontar favoritos, ressaltando o equilibro na Chave B, que conta ainda com Betim (ex-Ipatinga), Poços de Caldas, Democrata de Governador Valadares, Tricordiano e Minas Futebol Clube, atual campeão da Segundona Mineira. “Eu venho me preparando há anos, sempre conversando com a diretoria para assumir o clube no momento certo. Estou preparado. Hoje temos o ex-Ipatinga, o Betim, como um time forte. O Poços de Caldas também é um time forte, venceu a gente duas vezes em 2012. Temos também o Democrata de Valadares, time tradicional que sempre vem forte. O campeonato está bem equilibrado, e vamos lutar para nos destacar e chegar ao quadrangular final, para depois garantirmos a vaga na elite do Mineiro”, afirmou o novo treinador.
Base
Conhecedor da base socialina, o treinador prefere não citar ainda os jogadores que subirão para o Profissional. “Estamos selecionando jovens, trabalhando sempre na base. Devemos usar até oito jogadores de qualidade, oriundos dos juniores, para compor o elenco. A média de idade do nosso time vai ser baixa, e esses jogadores mais jovens são atletas que chegam em condições de lutar pela titularidade. Vamos apresentar juntamente com os outros profissionais, no dia 8 de janeiro”, ressaltou. O restante da Comissão Técnica também será apresentada no começo do ano.
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