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sábado, 15 de dezembro de 2012

Social mantém os pés no chão



Wesley Rodrigues
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Em meio às dificuldades, Djalma revela confiança no desempenho do Saci em 2013
Seriedade, coerência, pés no chão. Fiel a esses princípios, o presidente do Social Futebol Clube, Djalma Rodrigues, antecipa as diretrizes para a formação do grupo com vistas à disputa do Campeonato Mineiro do Módulo II na próxima temporada. O Saci, integrante do Grupo B, vai fechar a primeira rodada, recebendo o Poços de Caldas, no Luisão, na segunda-feira, 18 de fevereiro, às 20h. A exatos dois meses da estreia, é compreensível a ansiedade do torcedor para conhecer os nomes do técnico, jogadores e outros detalhes pertinentes à participação do Social na disputa. Tudo isso embalado no desejo de uma campanha exitosa, coroada com o retorno do clube à elite do futebol mineiro em 2014.
Como se percebe, esse é um cenário perfeito para levar um dirigente a ações impensadas e apressadas. Muitos deles escolhem esse caminho, e o resultado é desastroso. Na maioria dos casos, os clubes são sacudidos por crises em plena temporada e, encerrada a competição, fica um passivo de dívidas trabalhistas e outras complicações “pra mais de metro”.
A aparente tranquilidade de Djalma Rodrigues não pode ser confundida com omissão. “Não é segredo que assumimos o Saci em situação pré-falimentar. No entanto, nas atividades empresariais e na vida, precisamos tratar os problemas com racionalidade. Nada de agir com precipitação ou com a resignação de um derrotado. Com maior conhecimento da situação do Social, entendo que o presidente e os dirigentes do clube precisam se mostrar superiores aos inúmeros problemas acumulados nos últimos anos e às novas demandas surgidas mais recentemente”, resume.
Em nome dessa prudência, o presidente pede aos torcedores que aguardem a virada do ano. Nos primeiros dias de janeiro, a diretoria socialina vai divulgar a composição do grupo e também o nome do comandante. “Nessa entressafra, como sempre, o que não falta é especulação, especialmente sobre contratações de impacto. Mas não vamos entrar nessa onda e prometer mundos e fundos à nação socialina”, avisa. “Seria uma irresponsabilidade alimentar falsas expectativas com o anúncio de jogadores famosos, de um técnico de ponta. O Social tem tradição e uma camisa de peso. É claro que temos feito sondagens com base nessa cultura. O objetivo é contratar um grupo de profissionais que se ajustem a esse perfil e, se acertarmos, certamente será mais fácil a caminhada rumo à elite estadual”, completa o dirigente.
Em meio a esses contatos, o Social também já recorreu às “peneiradas”, testando cerca de 150 atletas da categoria de juniores para compor um grupo vencedor. Esse trabalho de garimpagem, como sempre, contou com a dedicação do técnico das equipes de base, Roberto Carlos, e do gerente de futebol, Pedrinho. O presidente reconhece que a imprensa da região, pelo conhecimento da realidade do Social antes do atual mandato, tem dado um crédito de confiança, sem pressionar por definições.
“Agradeço muito por essa compreensão. Mas volto a repetir: estamos trabalhando nos bastidores e, na primeira semana de janeiro, vamos satisfazer à curiosidade geral”, promete Djalma. “É natural que a lista de possíveis contratações sofra inúmeras alterações, refletindo o vaivém que cerca a formação ou a recomposição dos elencos, e o mercado da bola mostra isso com muita clareza nesse recesso do futebol, daí a nossa política de primeiro acertar os contratos, para depois anunciar ao público”, pontua.

Associação facilita doação de recursos pelo torcedor

Outra frente de atuação do presidente Djalma Rodrigues no sentido de chegar à cifra de R$ 1.100.000 foi aberta com base na sinergia entre o clube e a comunidade fabricianense e regional. A Associação dos Apoiadores do Social Futebol Clube foi viabilizada em razão da identidade do clube com o torcedor e as lideranças dos vários segmentos sociais.
“Muitas pessoas e autoridades sempre manifestaram a disposição no sentido de contribuir espontaneamente para reforçar as finanças do clube. Para que essa colaboração se processe de maneira legal e transparente, foi formalizada a associação, em parceria com o banco Sicoob (Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil/Sicoob Vale do Aço). A entidade está sob a responsabilidade direta da presidência, e ainda do vice-prefeito e vice-presidente do Saci, Antônio Eugênio Araújo, e também de Vicente, gerente da agência 4036 do Sicoob, que funciona na rua Duque de Caxias. Assim, quem quiser colaborar deve fazer o depósito na conta de nº 75319-0. Qualquer contribuição será bem-vinda e, naturalmente, haverá a devida prestação de contas”, ressalta Djalma.
Na avaliação do presidente, o Social sempre foi admirado pela democracia como trata os torcedores de todos os clubes. “Há grupos ligados ao Atlético, ao Cruzeiro e outros clubes convivendo lado a lado nas arquibancadas, irmanados momentaneamente pela bandeira, camisa e tradição do Social. Assim, acreditamos que a campanha de arrecadação das doações ultrapassará as fronteiras de Coronel Fabriciano, para receber contribuições de torcedores de Ipatinga, Timóteo, Santana do Paraíso e outras cidades no entorno da Região Metropolitana do Vale do Aço”, acredita Djalma Rodrigues.  
Em meio aos preparativos para a temporada de 2013, o presidente também se desdobra para cumprir as últimas pendências no sentido de conseguir a liberação do Estádio Louis Ensch para um público de 2.290 pessoas.

Campanha orçada em R$ 1.100.000

Conforme o presidente Djalma Rodrigues, a ordem é trabalhar com a expectativa de valorizar e multiplicar o valor de cada real captado junto aos patrocinadores e outras fontes de arrecadação. “Vamos trabalhar com um orçamento de um milhão e cem mil reais. É possível que os demais competidores contem com muito mais dinheiro em suas campanhas. Mas, com o valor projetado, o Saci terá condições de brigar pelo aguardado retorno à elite, um projeto que passou a ser comum à torcida do Vale do Aço. Com uma quantia inferior a essa, infelizmente, a tendência é de uma temporada marcada pelo sufoco e sofrimento, centrada na luta inglória contra o rebaixamento”, adverte.

Apoio mais robusto do Executivo 

Feitas as contas para o Social entrar na disputa do Módulo II em condições de buscar o acesso à divisão principal, Djalma Rodrigues já saiu a campo para conseguir o mínimo necessário a essa façanha. Além de reafirmar a confiança na renovação com os parceiros tradicionais, o presidente revela a expectativa de uma contribuição mais efetiva do poder público.       
Segundo ele, o atual prefeito, Francisco Simões, “doido” pelo Atlético e pelo Social, sempre foi visto no clube com muito carinho. “Ele é muito mais que um torcedor e nunca mediu esforços para o fortalecimento do Saci. E como atuou como um craque na administração pública, vai passar o comando deixando uma situação bem mais confortável para a sua companheira Rosângela Mendes”, compara o dirigente.
Na avaliação de Djalma Rodrigues, com um orçamento mais robusto à sua disposição, a futura prefeita certamente estudará uma fórmula para aumentar a contribuição ao Social. “É inegável a força do futebol para a divulgação no campo institucional. Assim, esperamos que a Rosângela Mendes seja sensível a esse apelo. O nosso objetivo é reconduzir o Saci à elite, para garantirmos grandes jogos na região. Uma situação que, indiretamente, vai refletir o próprio desempenho administrativo em Coronel Fabriciano graças aos dois mandatos exercidos por Chico Simões, e agora com a continuidade garantida com a eleição de Rosângela Mendes”, concluiu Djalma Rodrigues.  

Confiança na atração de patrocinadores

A exemplo da maioria dos clubes, a diretoria do Social já está “suando a camisa”, literalmente, para atrair patrocinadores. Esse é um dos maiores entraves na parte administrativa, mas Djalma Rodrigues tem motivos de sobra para revelar uma boa dose de otimismo.
“Felizmente, a atual diretoria já foi aprovada no teste da credibilidade. Quando assumimos, mostramos, com muita transparência, a caótica situação do clube, seguido de um plano de ação. E avançamos até onde prometemos. Com os recentes abalos na economia, é natural que o empresariado se comporte com certa retração. No entanto, vamos nos empenhar para transformar a tendência de um possível e indesejável ‘não’, em um fraterno aperto de mãos e no prazer de uma renovação de contratos”, ressalta o presidente.
“A diretoria já deu provas de compromisso e idoneidade. Assim, além de contar com a permanência dos patrocinadores que nos apoiaram na temporada deste ano, queremos ostentar em nossa camisa as marcas deles e de novos colaboradores”, projeta Djalma. (João Senna).

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